domingo, 5 de dezembro de 2010

Tom revoltado.

Viver é momentânio. É um suspiro. É frágil. Vulnerável.
Respiro agora, mais tarde, nao sei. Ouço, de leve, meu coração pulsar. Um pouco apressado, é verdade, não minto. Ele tem medo de ter que parar. Eu que tenho medo que ele descanse.
A morte revolta, fere, adoece vivos. Atormenta a mente que ainda pensa, que ainda vive. Se as lembranças, se as memórias existissem... Eu seria mais feliz? Menos infeliz?
Justiça existe? E se existir, será que ela é justa?
Eu estou fervendo, ardendo, queimando, amando... Latejando, inibindo, sentindo, chamando, chorando... Questionando, respondendo, o quê?
Aliviar, despertar, desesperar-se, encontrar-se, sentir-se, admitir-se... Coragem, impaciência, burrice e dor, é do que é feito o amor.
Viver sem amor é inteligência, ou covardia? Independe?
É uma grande inverdade quem diz ser aprendiz. Afinal a grande desculpa para os erros repetitivos é sermos humanos. Ser humano é nunca aprender, é conviver e perceber os erros que existem na programação humanística. É só o que podemos aprender. Percebê-los, nunca evitá-los.
Reflito aflito, se devo ouvir o instinto. Ou seguir a razão. Minto! Nunca sigo a razão. Não sei de onde ela vem. O instinto vem de mim, e ela? De quem é, quem criou, quem a ouviu... E se ouviu, sobreviveu? Ninguém sabe, ninguém viu.

Um comentário:

Letícia B. disse...

"Vale a pena tá vivo, nem que seja pra dizer que não vale a pena tá vivo, mas vale a pena tá vivo"

"Um sabio dizia que precisamos de duas coisas: arroz e flores. Arroz pra viver e flores para ter pelo que viver."

Emicida